• As sete igrejas da Ásia

    O que Jesus tem a dizer aos crentes sinceros, que enfrentam hoje o desafio de viver em uma sociedade hostil, na qual até os cristãos 'desigrejados' tendem a desprezar a vida comunitária da igreja?

  • Pregação Expositiva

    Como resultado, estou convencido de que a igreja evangélica necessita desesperadamente de uma pregação revitalizada. Um grande número de pastores parece estar cansado no trabalho e do trabalho.

  • Livre Arbítrio 'OPS'

    Petrus Lombardus, o Mestre das Sentenças, e os doutores escolásticos preferiam a definição de Agostinho, porque é mais fácil e não exclui a graça de Deus, sem a qual eles reconheciam que a vontade humana não tem nenhum poder.

  • A parábola do filho Pródigo

    A Parábola do Filho Pródigo é encontrada em Lucas 15:11-32. O personagem do pai perdoador, que permanece constante durante toda a história, é uma imagem de Deus.

  • Convicção do pecado

    "E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra..."

Amando o mundo no lugar de Deus

 

Amando o mundo no lugar de Deus


As Escrituras advertem os cristãos a não amarem o mundo nem as coisas que nele existem. Neste trecho de Não ameis o mundo, o puritano William Greenhill explica como as coisas boas da criação devem ser usadas corretamente, sem substituir Deus no coração, e mostra por que a busca por lucro e riquezas jamais pode ser o objetivo principal da vida cristã. William Greenhill (1591–1671) foi um pastor e teólogo puritano inglês, conhecido por sua poderosa pregação. Membro da Assembleia de Westminster, serviu fielmente no ministério congregacional até sua morte, deixando um legado de sólida erudição bíblica.

Alguns ainda podem perguntar: As criaturas de Deus não são boas, e não podemos amá-las por isso? Não seria o bem o objeto do amor? Essas são boas perguntas, e os pontos a seguir nos ajudarão a resolver essas questões.

 

1. Mantenha a bondade da criação na devida perspectiva.

A bondade inerente à criatura é muito, muito pequena em comparação aos bens espirituais ou à bondade de Deus. A bondade da criatura é muito pequena, tão pequena que não pode nos tornar bons. Pelo contrário, tende a fomentar ainda mais a nossa corrupção e a alimentar nossa luxúria, pois “tudo que há no mundo” é considerado “a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida” (1Jo 2.16). As coisas do mundo alimentam nossos desejos e são mais eficazes em estimular nossa corrupção do que em promover o bem que existe em nós.

Visto que as coisas do mundo nos afastam de Deus, nos desencorajam para o bem ou corrompem o bem que há em nós, o Senhor nos proibiu de amar o mundo — ainda que haja algum bem no mundo. A sociedade atual, cristã ou não cristã, está sendo atacada violentamente pelas práticas vislumbrante dessa “vibe” (estado de espírito), que propõe liberdade sexual para as pessoas sem compromisso entre elas (adultério/prostituição pessoal), imoralidade sexual é toda a prática sexual fora do padrão estabelecido por Deus. O sexo foi criado por Deus para ser praticado entre um homem e uma mulher dentro do casamento, com amor e respeito (Gênesis 2:24). Tudo que se desvia desse padrão é imoralidade sexual.

A Bíblia compara a quebra da aliança matrimonial (adúltero) com a prostituição e a infidelidade espiritual em diversas passagens, especialmente no Antigo Testamento. O Senhor utiliza essa metáfora para ilustrar o abandono da fé.


Os principais textos onde essa comparação ocorre incluem:

  • Livro de Oséias: O profeta é instruído por Deus a casar-se com uma prostituta para representar fisicamente como a nação de Israel havia sido infiel. Em Oséias 2:4-5 e Oséias 4:12, a idolatria e o afastamento de Deus são categorizados como um "espírito de prostituição".
  • Livro de Jeremias: Em Jeremias 3:1-9, Deus compara o adultério físico e espiritual de Israel e Judá com o ato de se prostituir. O versículo 6 usa a expressão "como esposa que comete adultério" e o versículo 8 equipara diretamente essa atitude a entregar-se à prostituição.
  • Livro de Ezequiel: Os capítulos Ezequiel 16 e Ezequiel 23 personificam cidades como Samaria e Jerusalém. Deus descreve detalhadamente o relacionamento com o Seu povo e as acusa de prostituição e adultério por terem abandonado a Sua aliança para adorar ídolos.
  • Livro de Provérbios: Em Provérbios 6:26, a Palavra distingue em níveis práticos as consequências de envolver-se com uma prostituta em comparação ao adultério, alertando sobre a gravidade de ambos.

 

Deus perdoa a imoralidade sexual?

Sim, Deus não só perdoa quem comete imoralidade sexual, mas também pode restaurar sua vida. Quando a pessoa se arrepende e decide seguir a Jesus de todo o coração, Deus perdoa seu pecado, não importa o que seja (1 João 1:9).

Mesmo uma pessoa que já tem Jesus como seu Salvador pode cair na imoralidade sexual, se não tomar cuidado. Ainda assim, Deus está sempre pronto a perdoar quando o crente toma consciência do seu pecado e se arrepende.

Isso não significa que pode continuar praticando imoralidade sexual, pensando que, depois, pode pedir perdão e tudo ficará bem. Arrependimento é reconhecer seu pecado e decidir mudar, com a ajuda de Deus. Também não significa que todas as consequências negativas vão simplesmente desaparecer. Muitas vezes é necessário lidar com elas por algum tempo.

A mudança de comportamento pode ser difícil e leva tempo. Algumas pessoas têm recaídas de imoralidade sexual. Entretanto, quando o seu coração está voltado para Deus, Ele o ajudará a vencer a imoralidade sexual.

 

Como evitar a imoralidade sexual?

Fugindo - sim, a Bíblia recomenda fugir! A tentação da imoralidade sexual pode ser muito forte e perigosa, e a melhor solução é correr da situação - 1 Coríntios 6:18

Resistindo - quando você resiste ao diabo, ele foge; Deus promete ajudar a resistir, mas você tem que decidir resistir - Tiago 4:7; Romanos 12:2

Buscando a Deus - aprenda mais sobre Deus lendo a Bíblia e orando; a verdade de Deus liberta - João 8:31-32

Vivendo no Espírito - a Bíblia diz que, se vivermos no Espírito, não satisfaremos os desejos da carne - Gálatas 5:16

Procurando a ajuda de um conselheiro - o auxílio de um conselheiro pode lhe ajudar a alcançar a sabedoria - Colossenses 3:16

 

O casamento foi criado por Deus para o homem e a mulher se sentirem satisfeitos e realizados. Se você é solteiro e sofre com as tentações, pense seriamente na possibilidade do casamento (1 Coríntios 7:9). O casamento é o único contexto seguro e saudável para o ato sexual. No entanto, tenha cuidado, o casamento é um compromisso muito sério, que vai muito além da satisfação do desejo sexual.

 

2. Lembre-se do uso correto dessas coisas boas.

Podemos amar o mundo e as coisas que há nele como um homem ama as ferramentas que usa para realizar seu trabalho. Em outras palavras, podemos amar o mundo na medida em que ele nos auxilie em nossa principal atividade. Na medida em que as riquezas possam ser usadas para promover e aprofundar nosso interesse espiritual em Cristo — nossa paz, conforto e graça —, nessa mesma medida podemos amar o mundo.

 

3. Coloque o bem maior acima de tudo.

Podemos amar o mundo com um amor subordinado a Deus, desde que isso não prejudique nosso amor por Deus. Dessa forma, podemos amar o bem que existe no mundo e em todas as criaturas. Caso contrário, não devemos amar o mundo.

 

Reconhecendo nossa recompensa

É possível seguir uma vocação específica na vida com o objetivo de enriquecer ou aceitar um emprego simplesmente porque ele trará maior ganho? Os homens vivem e têm suas vocações no mundo. Portanto, não faria sentido que eles trabalhassem para serem produtivos nas riquezas deste mundo? Embora acumular riqueza seja uma prática comum entre os homens, a resposta simples é que eles não devem fazê-lo. Aqui estão cinco razões que ajudam a explicar essa resposta:

 

1. É uma atitude pagã.

Considerar a bondade de uma vocação com base nos ganhos que ela proporciona. Em Atos 19.24-25, lemos como “um ourives, chamado Demétrio, que fazia, de prata, nichos de Diana e que dava muito lucro aos artífices, convocando-os juntamente com outros da mesma profissão, disse-lhes: Senhores, sabeis que deste ofício vem a nossa prosperidade”. Os pagãos argumentavam em favor da bondade de sua vocação com base nos benefícios que ela lhes trazia. Ora, não devemos considerar uma vocação boa apenas por ser lucrativa; até os pagãos assim o faziam. Assim, 2 Pedro 2.3 fala de falsos profetas: “movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias”. Os verdadeiros profetas deveriam receber apoio e incentivo para viverem confortavelmente, mas o objetivo final de sua vocação não era o lucro. As Escrituras condenam isso, e esse foi o pecado deles; eles venderam suas almas pelo lucro. Eles não se importaram com o que seria de suas almas, desde que pudessem obter ganho e lucro.

Quando duas vocações se apresentam a alguém na vida, essa pessoa não deve escolher com base em qual trará mais lucro. Antes, deve escolher avocação que melhor se adapta a ela. Deus nos dá dons e talentos para fazermos o bem aos outros e glorificá-lo, e é isso que deve influenciar nossa decisão.

 

2. Em nossa vocação.

Devemos visar o bem comum. Trabalhamos para o bem da igreja e do estado, não para nosso ganho pessoal. “Disto ficaram sabendo Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita; e muito lhes desagradou que alguém viesse a procurar o bem dos filhos de Israel” (Ne 2.10). Neemias não pensou em si mesmo; ele buscou o bem comum. Ele foi chamado para ser governador e buscou o bem-estar dos filhos de Israel. Em Ester 10.3, diz-se que Mordecai foi “estimado pela multidão de seus irmãos, tendo procurado o bem-estar do seu povo e trabalhado pela prosperidade de todo o povo da sua raça”. Assim também todos devem ter como principal objetivo buscar o bem comum da igreja ou do estado. Como disse um pagão: “Nosso país, nossos pais e nossos amigos reivindicam parte de nossos bens, nossas vocações ou o que recebemos; não devemos existir para nós mesmos, mas para o bem comum”. Assim, em 2 Coríntios 12.15, o apóstolo diz: “Eu de boa vontade me gastarei e ainda me deixarei gastar em prol da vossa alma”. Paulo se sacrificaria se isso servisse para fortalecer a fé deles ou lhes fazer o bem. Essa era a distância que ele estava de buscar a si mesmo em sua vocação.

 

3. Ter como objetivo

A riqueza contraria um grande e glorioso princípio do evangelho: a abnegação. Em Mateus 16.24, nosso bendito Salvador disse: “Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”. É preciso negar a si mesmo. Ora, se eu nego a mim mesmo, não posso ao mesmo tempo me elevar. Paulo queixou-se disso em Filipenses 2.21: “pois todos eles buscam o que é seu próprio, não o que é de Cristo Jesus”. Cada um é por si mesmo — por sua própria honra, lucro e prazer —, em vez de negar a si mesmo. A abnegação é uma grande e gloriosa verdade que todo homem e toda mulher devem levar em consideração e praticar, ou não são discípulos do Senhor Cristo.

 

4. É diretamente contrário às Escrituras

Buscarmos o ganho terreno como nosso objetivo. “Não te fatigues para seres rico” (Pv 23.4). Esse não deve ser o seu objetivo. A maioria dos homens trabalha arduamente para alcançar riqueza e grandiosidade no mundo, mas essa não deveria ser sua meta. Trabalhar arduamente para enriquecer é diretamente contrário a João 6.27: “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna”. Devemos ter como objetivo a vida eterna, e não as coisas que perecem.

 

5. Devemos seguir nossa vocação

Glorificar a Deus, independentemente de obtermos algum lucro com isso ou não. Deus deu a Adão uma vocação para que ele pudesse glorificá-lo. “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10.31). Em nossa vocação, devemos almejar a glória de Deus. Em Efésios 6.5-8, falando sobre servos e sua vocação, Paulo diz: “servos, obedecei a vosso senhor segundo a carne com temor e tremor, na sinceridade do vosso coração, como a Cristo”. Eles devem servir e glorificar a Cristo em suas vocações, não obstante sua posição social inferior. Até o servo mais humilde deve servir a Cristo, “não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo, de coração, a vontade de Deus; servindo de boa vontade, como ao Senhor e não como a homens”. Eles não devem buscar agradar aos homens nem pensar em si mesmos, mas servir ao Senhor. Devem procurar honrar o Senhor, “certos de que cada um, se fizer alguma coisa boa, receberá isso outra vez do Senhor, quer seja servo, quer livre”. Receberemos uma recompensa do Senhor se formos corretos em nossa vocação, não tendo o ganho e o lucro como objetivo final.

 

O artigo acima é um trecho adaptado e retirado com permissão do livro Não ameis o mundo, de William Greenhill, 
Editora Fiel.
Editado Por: Joel Silva

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