O Proterozoico é o éon mais longo na escala de tempo geológico e se estende de 2500 a 541 Ma (milhões de anos), precedido pelo Éon Arqueano e sucedido pelo Éon Fanerozoico. A palavra Proterozoico vem da junção grega dos termos “protero” (antigo/anterior) e “zoiko” (animal), sugerindo que este Éon antecedeu ou coincidiu com os primeiros animais. O Éon Proterozoico se divide em 10 Períodos ao longo de 3 Eras, engloba cerca de 40% de toda a história da terra e demarca importantes eventos para o nosso planeta.
Entre
estes eventos se destacam as alterações no regime tectônico global, o Grande
Evento de Oxigenação, a deposição de Formações Ferríferas Bandadas, o ciclo do
Supercontinente Rodínia, a ocorrência da Terra Bola de Neve e a abundância de
organismos multicelulares na Fauna de Ediacara. Neste artigo, esses momentos
mais relevantes serão abordados em detalhe.
Subdivisões
Para subdividir os períodos mais recentes (Fanerozoico), adota-se o uso dos GSSP (Global Boundary Stratotype Section and Point) que são pontos de referência internacional para definir os limites de cada estágio na escala do tempo geológico. Esses GSSPs geralmente são baseados em datação fóssil e estudos paleontológicos.
Entretanto, tempos mais antigos, como o Proterozoico, não dispõe de um registro fóssil marcante ao longo de toda sua extensão. Em função disso, são usados os GSSA (Global Standart Stratigraphic Age) que também são pontos de referência internacionais para definir os limites na escala do tempo geológico, mas agora baseados em idades absolutas a partir do registro geológico.
O
Proterozoico foi datado utilizando o GSSP Ediacarano e alguns GSSAs, de modo
que o Éon contém as Eras Paleoproterozóica, Mesoproterozoica e Neoproterozoica.
A divisão completa do Éon é:
Existe muita discussão em torno do fim do Arqueano e o início do Proterozoico. O limite atual adotado pela Comissão Internacional de Estratigrafia (ICS) está em 2.5Ga (giga anos = bilhões de anos), mas como esse limite ainda não dispões de um GSSP, a datação não é tão precisa.
Segundo
entende-se, o principal marcador para a definir o limite base do Proterozoico
foi a alteração no regime tectônico global. Essa mudança ocorreu de forma
gradativa num intervalo de 3 a 2 Ga e deixou diversos indícios específicos.
Vale lembrar que o regime tectônico anterior era, principalmente, o de Domos e
Quilhas e a partir do Proterozoico o modelo de Ciclo de Wilson se torna o
predominante.




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